terça-feira, 22 de março de 2011

7ª série - Revisão capítulo 1 do livro

Olá, alunos das turmas 71, 72 e 73! Segue abaixo o link do blog do professor Luiz Fernando, que me permitiu utilizar o material dele para a nossa revisão. Está tudo explicadinho lá. Qualquer dúvida é só deixar um comentário nesta postagem. Lembrando que as avaliações serão nos dias: (T71 - 25/03), (T72 - 22/03) e (T73 - 23/03). Lembrando ainda que são slides de apoio, sendo que o livro é o principal a ser estudado. A paz de Jesus e... estudem!

http://www.educacaoadventista.org.br/blog/lfwgeografia/index.php?op=post&idcategoria=3

Professor André Luiz Marques - Geografia - Colégio adventista Centenário

domingo, 20 de março de 2011

8ª série - Revisão capítulo 1 do livro

Olá, alunos das turmas 81, 82 e 83! Segue abaixo o link do blog do professor Luiz Fernando, que me permitiu utilizar o material dele para a nossa revisão. Está tudo explicadinho lá. Qualquer dúvida é só deixar um comentário nesta postagem. Lembrando que as avaliações serão nos dias: (T81 e T82 - 21/03) e (T83 - 23/03). Lembrando ainda que são slides de apoio, sendo que o livro é o principal a ser estudado. A paz de Jesus e... estudem!

http://www.educacaoadventista.org.br/blog/lfwgeografia/index.php?op=post&idcategoria=2

Professor André Luiz Marques - Geografia - Colégio adventista Centenário

1º Ano - Revisão Módulos 1 e 2

Olá, pessoal das turmas 111 e 112! Segue abaixo um resumo do conteúdo que vai cair na 1ª avaliação do primeiro bimestre. Lembrando o dia das provas: (21/03 - T111) e (22/03 - T112). A paz de Jesus!

Módulo 1
- A ciência Geográfica

1. Objeto de estudo da geografia
Espaço
: objeto de estudo da Geografia.
Antes: o objeto geográfico era visto como espaço estático.
Geografia descritiva e decortiva.
Hoje: esse espaço é visto como algo dinâmico, produto social (associação do trabalho humano com a natureza).

2. Pensamentos Geográficos
Determinismo: o meio natural e todos os seus atributos determinam o comportamento humano e seu avanço. Ratzel, seu precursor, baseou as idéias deterministas nas idéias da evolução, de Darwin. Pensamento nascido na Alemanha, no século XIX.

Possibilismo: o homem, nessa corrente, tem as condições necessárias para se adptar à natureza e transformá-la para o seu próprio benefício.
La Blache, o "pai" dessa corrente de pensamento.
Pensamento nascido na França, no século XIX.

Determinismo e possibilismo são considerados positivistas, pois têm um caráter descritivo, comparativo e conclusivo. Essas conclusões não permitiam a dúvida ou a crítica aos trabalhos feitos.

Nova Geografia: tentativa de construção de uma geografia universal, que pudesse ser compreendida por todos. Uma geografia quantitativa.
Schaefer foi o "padrinho" dessa corrente. Nasceu, logo após a 2ª Guerra Mundial, como uma crítica aos trabalhos positivistas na geografia. O IBGE se originou com base na Nova Geografia. Seus dados são, em grande parte, com base em cálculos matemáticos.
Geogrfia Crítica: Surgiu, por volta de 1970, no Brasil, como uma crítica às correntes de pensamento anteriores, mostrando a realidade como reflexo do sistema capitalista, considerando os aspectos históricos, políticos e sociais nas análises geográficas. Milton Santos foi o principal representante.

3. Os grandes ramos da geografia
Geografia Humana e Geografia Física. Porém, existe na verdade somente uma geografia, que é a integração dessas "duas" geografias.

4. Princípios da Geografia
Extensão, analogia, causalidade, conexidade e atividade.
A ciência geográfica foi sistematizada somente a partir da segunda metade do século XIX.

Módulo 2 - O Universo - criacionismo e evolucionismo

1. Criacionismo
"Criacionismo é a associação coerente e sustentável entre o conhecimento científico e a teologia bíblica" (Michelson Borges).
O Universo, juntamente com a Terra e a vida, foram originados por Deus, que se revelou na Bíblia. Não se sabe a idade do Universo, mas da vida na Terra, estima-se haver entre 6 e 10 mil anos. A Bíblia é a principal fonte cronológica.

O Big Bang, uma teoria evolucionista, é questionada pelos criacionistas por, além de outros fatores, violar a Lei da Conservação do Momento Angular e a Segunda Lei da Termodinâmica. Segundo o criacionismo, a organização e complexidade tanto em escala cosmológica como microscópica evidenciam que tudo foi criado por Deus, pois apresentam um design inteligente. Foi por isso que o cientista Issac Newton disse: “Do meu telescópio, eu via Deus caminhar! A maravilha, a harmonia e a organização do Universo só pode ter se efetuado conforme um plano de um ser todo-poderoso e onisciente” (Isaac Newton).

Os rádio-halos de Polônio 218, inscritos no mineral biotita, evidenciam que os granitos que formam as bases dos continentes foram formados quase que instantaneamente, de forma sobrenatural, segundo o Dr. Robert Gentry, físico nuclear. São os granitos chamados de pré-cambrianos, por estarem abaixo da camada de rocha sedimentar que contém fósseis das formas de vida que a teoria da evolução diz ser as mais antigas. Porém, tais animais fossilizados são complexos demais para terem sido os "primeiros" d face da Terra (ex.: os trilobitas). É importante destacar que esta evidência tem sido muito questionada no meio científico, mas até o momento não conseguiu-se provar que o Polônio 218 tenha sido formado como elemento secundário ao Radônio.

Analisar, na página 5 da apostila, o quadro "Uma Breve História da Terra", elaborada pelo geólogo Dr. Nahor neves de Souza Jr., que é uma comparação entre a escala do tempo geológico evolucionista e criacionista.

A formação de grandes bacias sedimentares teria sido resultado da sedimentação pós-dilúviana. Os depósitos do tipo pano-paralelos seriam evidências de que as "camadas" intermediárias nunca foram a superfície da Terra, por não apresentar traços de erosão em sua parte superior, decorrente das ações do intemperismo (Ex.: erosão por meio da água e vento).

Os depósitos de carvão e petróleo, segundo esta teoria, se formaram a partir do rápido soterramento de gigantescas florestas e de animais primordiais, considerando fatores de pressão, temperatura e tempo. Um estudo apresentado à comunidade científica nos anos 1990 evidencia que o petróleo e o carvão poderiam ter se formado em um tempo relativamente curto, e não em milhões de anos (conferir aqui, caso dê tempo).

Criacionistas e evolucionistas acreditam que somente com um soterramento rápido poderiam ter se formado e sidos preservados os fósseis de animais e plantas. A diferença etá no tempo e na forma como ocorreu o soterramento. Criacionismo: com o Dilúvio que cobriu toda a Terra; Evolucionismo: soterramentos de lama locais ou regionais em pântanos, margens de rios ou lagos, por exemplo - com o processo de fossilização em milhões de anos.

Os dinossauros teriam sido extintos no evento do Dilúvio Gloabal.

Criacionistas e evolucionistas concordam que todos os continentes foram unidos (Pangeia), divergindo com relação ao tempo em que a separação ocorreu (deriva continental).

As grandes cordilheiras recentes (Himaláia, Andes, Rochosas, Alpes, etc.) teriam se formado após a separação dos continentes e com o choque das placas tectônicas (ou hidroplacas - termo criacionista), logo após o Dilúvio. No início da separação, as placas movimentavam em muitos metros por dia, chegando a cerca de 10-12 cm ao ano, atualmente.

Os abalos sísmicos (terremotos) são consequências do choque entre as placas tectônicas, que, por sua vez, os criacionistas dizem que começaram a ocorrer a partir do Dilúvio. Os evolucionistas dizem que sempre existiram terremotos.

A erosão dos grandes conjuntos de montanhas, como a cordilheira do Himalaia, são evidências de que a Terra não seria tão velha assim, como afirmam os geólogos evolucionistas, pois sua taxa de erosão é maior que sua taxa de soerguimento, e em um período de tempo considerado curto para os evolucionista.

Ocorreram transgressões e regressões marinhas no "período" diluviano, ocorridos em cerca de 2 meses e meio, ocorrendo grandes movimentações na crosta terrestre.

No período pós-diluviano a Terra passou por glaciações antes de chegar ao estágio atual. Os sobreviventes precisaram se adaptar por meio de mecanismos chamados de "diversificação de baixo nível", onde o antigo termo (inadequado) seria "microevolução" .

Clique no link abaixo para fazer o download dos slides "Criacionismo e Evolucionismo - Contrastes":

http://www.michelson.bibliacs.com/


Clique no link abaixo para assitir a palestra "Dilúvio Universal", com o Dr. Walter veith (parte 1 de 6):

http://www.youtube.com/user/SoudoCriador?feature=mhum#p/f/158/u7gd2n9W-ek

2. Evolucionismo
Teoria que justifica a existência do Universo com todos os seus elementos como resultado da organização casual da matéria, durante um longo período de tempo (bilhões de anos).

Origem do Universo
Originado a partir do Big Bang, ou seja, a expansão do Universo a partir de uma grande explosão de uma ínfima partícula que concentraria toda a matéria, que teria ocorrido há 15 bilhões de anos. Edwin Hubble, em 1929, foi quem criou essa teoria da expansão do Universo, com base no efeito Doppler e na chamada radiação de fundo. O Universo foi de definido como a integração da matéria, do tempo e do espaço. Porém, mesmo entre cientistas conceituados há divergência quanto a confirmação do Big Bang. Exemplo: Gabriele Veneziano, físico teórico do Centro Europeu de Pesquisa Nucleares (Cern). Portanto, a essa teoria permanece em discussão.

Origem da Terra
Segundo a teoria da evolução geológica, a Terra teria se formado há 4,6 bilhões de anos. Data essa obtida a partir dos métodos de datação, tais como os que utilizam a relação Urânio 238-Chumbo e Potássio 40-Argônio. Vale lembrar que os métodos de datação são discutíveis quanto à sua confiabilidde, pois pode ser que o Pricípio Uniformitarista tenha sido quebrado com o evento do dilúvio, sendo que:
1. as taxas de decaimento e vidas médias dos elementos radioativos podem não ter permanecido constantes ao longo do tempo (mesmo quando há uma mancha solar, a taxas se alteram);
2. Deveria ser fácil de testar a datação (porém, já foram confirmadas pesquisas em que rochas recém-formadas datavam de milhões ou milhares de anos. Ex.: no Havaí);
3. A Terra é um sistema aberto, e não fechado. Pode haver contaminação de chumbo, por exemplo, das camadas sedimentares inferiores pelas soperiores.

Analisar a Escala Geológica do Tempo, na página 9 da apostila. Note que o Éon Fanerozoico compreende todas as Eras que contém rochas com vestígios de vida (fósseis). Porém, não é o Éon mais longo (542 milhões de anos atrás até os dias atuais). No entanto, a teoria da evolução diz que as primeiras formas de vida na Terra se originaram a aproximadmente 3 bilhões de anos.

A Terra teria sua configuração que torna possível a existência de vida sobre ela de forma casual, e não planejada.

A vida teria passado por uma evolução gradativa em cada Período. As Eras Paleozoica (vida antiga), Mesozoica (vida intemediária) e Cenozoica (vida recente) são divididas em Períodos, que por sua vez são divididos em Épocas.

O método do Carbono 14 é utilizado para datar quando ocorreu a morte de um organismo vivo em até 50.000 anos. Sua meia-vida é de 5.700 anos. Qualquer contaminação pode alterar os resultados. Também serve para datar objetos antigos.

Os dinossauros teriam sido extintos na Época do Paleoceno ou transição dos Períodos Cretáceo e Paleogeno.

As condilheiras recentes teriam se formado logo depois da extinção dos dinossauros, ao longo de pelo menos 40 milhões de anos (caso dos Andes) até ser o que são hoje.

PS.: Sobre astronomia é mais fácil, não vou pôr o resumo aqui.

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BOM ESTUDO!

Professor André Luiz Marques - Geografia - Colégio Adventista Centenário

sexta-feira, 18 de março de 2011

O Maior dos Geógrafos

Para quem achou que ia me referir a Aziz Ab'Saber ou Milton Santos, por exemplo, se enganou. O maior dos geógrafos, na minha opinião, é aquEle que conhece o mundo em todas as perspectivas - Deus -, pois "no princípio, criou Deus os céus e a terra" (Gênesis 1:1), "pois ele falou, e tudo se fez; ele ordenou, e tudo passou a existir" (Salmos 33:9). E, sendo assim, Deus conhece o mundo como a palma de Sua mão, já que é o Criador da Terra. Sabe, eu conheço como ninguém as miniaturas de aeronaves que fiz tempos atrás, lembrando de cada detalhe de suas estruturas e processo de construção. Da mesma forma, só que em outra escala e importância, obviamente, Deus conhece tudo sobre a Terra e sua dinâmica, bem como as relações socioambientais e naturais estabelecidas sobre ela.

"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por meio dele" (João 1:1-3). Este texto bíblico nos informa que foi Jesus quem deu origem ao Universo, à Terra e à vida, acompanhado do Deus Pai e do Deus Espírito Santo (a Trindade).

Portanto, Jesus foi quem criou os movimentos da Terra como, por exemplo, o de rotação, gerando a partir daí o dia e a noite. Planejou cada detalhe de Sua obra para que pudesse comportar a vida sobre ela de maneira equilibrada.

É Jesus quem estende o norte sobre o vazio e faz pairar a Terra sobre o nada, conforme expresso em 26:7. É Ele quem desenhou a Terra como um globo, conforme relatado em Isaías 40:22. Deus conhece cada elemento químico que forma nosso planeta; cada espécie de planta e animal, cada interação entre estes e o meio ambiente; conhece o interior da Terra, assim como a crosta e a atmosfera; conhece todas as leis físicas e químicas atuantes no Planeta; cada tipo de rocha, mineral, solo, relevo, clima, corpos hídricos, etc. está em seu domínio de conhecimento. Por fim, sabe até mesmo quantos fios de cabelos temos em nossas cabeças.

A análise que Jesus faz sobre o espaço geográfico e as relações que se dão sobre ele não é fundamentada em correntes positivistas ou marxistas, mas sim no amor e na justiça, na misericórdia sobre a realidade da condição humana atual, na própria promessa de que os problemas terrenos serão sanados no seu devido tempo e, acima de tudo, uma análise de que nem tudo está perdido e destruído por Satanás, visto que o Senhor ainda vê esperança de um mundo melhor no coração de muitas pessoas, de forma que está fazendo de tudo para conduzí-las pelo caminho da Salvação.

Hoje, sabemos que a Terra está, juntamente com seus moradores, contaminada pelo mal, que veio a partir do pecado do homem. Só que Jesus é tão bom para conosco que nos dará uma segunda chance de vivermos num mundo perfeito de novo, conforme seus planos em Isaías 66: "Porque, como os novos céus e a nova terra, que hei de fazer, estarão diante de mim, diz o SENHOR, assim há de estar a vossa posteridade e o vosso nome" (verso 22). "E será que, de uma Festa da Lua Nova à outra e de um sábado a outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o SENHOR" (verso 23). Que bendita esperança! Saber que não mais teremos terremotos, tsunamis (como os ocorridos no Japão recentemente), fomes, pestes, desigualdades sociais, guerras, problemas ambientais, etc., e que teremos descanso completo num dia (o sábado) separado para nossa comunhão com o Criador, Mantenedor e futuro Restaurador da vida, além de muuuiito mais coisas boas que serão restauradas.

Eu, como gosto de estudar e ensinar geografia, quero comparar a situação da Terra antes e depois de sua restauração. Que Deus me ajude a permanecer firme ao Seu lado, para poder fazer esta maior análise geográfica que poderia sonhar. E você, gostaria de fazer esta análise comparativa junto comigo num futuro próximo? Que Deus nos abençoe!

Como você percebeu, escrevi este pequeno texto pura e simplesmente com base em minha fé em Deus e na Bíblia, sem muito considerar argumentos de cunho científico ou histórico (como normalmente procuro evidenciar aqui no blog, em conciliação à fé), para afirmar que Jesus é o maior geógrafo que existe, visto que "...sem fé, é impossível agradar a Deus..." (Hebreus 11:6). É uma forma de louvor e homenagem que presto ao meu Criador e Criador de tudo de bom que há no Universo e na face da Terra. Senhor, obrigado por ter me criado e cuidado de cada detalhe para que eu, juntamente com meus semelhantes e as outras formas de vida terrestres, pudéssemos retribuir o Seu grande amor com nosso louvor. Nós, os humanos, de forma espiritual, e a fauna e a flora, pelo testemunho que dão (em silêncio) desse Seu amor. Ao Maior dos geógrafos, o meu louvor e a minha adoração!

Sou um simples professor de Geografia que procura se inspirar nos ensinamentos de Jesus para ajudar alunos a adquirirem o seu conhecimento acerca do mundo em que estamos estabelecidos, conciliando estes ensinamentos com o que aprendi na faculdade.

André Luiz Marques

quarta-feira, 16 de março de 2011

Sinais do fim – todos de uma vez

Quando são mencionados os sinais da volta de Jesus, algumas pessoas respondem mais ou menos assim: “Terremotos, fome e violência sempre existiram.” É verdade, muitas dessas mazelas sempre existiram, desde que Adão e Eva foram expulsos do paraíso após desobedecerem a Deus. Ao que tudo indica, terremotos são efeitos secundários do dilúvio, que causou a fragmentação da crosta terrestre em grandes placas mais ou menos instáveis. O que muitos não estão se dando conta é da intensidade e ocorrência simultânea de todos os sinais numa mesma época. É como as dores do parto que vão se tornando mais intensas e sentidas a intervalos cada vez menores à medida que vai chegando o momento de dar à luz. Jesus breve voltará para dar fim à história de pecado e para enxugar dos olhos toda a lágrima (Ap 21:4).

A Revista do Ancião (CPB) de abril-junho de 2011 traz um esboço de sermão interessante preparado por Frank Breaden, da Austrália. O título é “Dez Grandes Sinais da Volta de Jesus”. Confira a lista:

1. O sinal dos “escarnecedores” (2Pe 3:3, 4). Pedro anunciou que as condições prevalecentes nos “últimos dias” seriam de descrença a respeito dos sinais da vinda de Cristo. Sem dúvida, isso é verdade hoje. Cada escarnecedor moderno é um sinal que fala e se move. O cristão pode dizer ao escarnecedor: “Amigo, Pedro fez uma predição a seu respeito. Você é um dos últimos sinais que estou vendo!”

2. O sinal da “guerra” (Mt 24:6, 7). O século 20 testemunhou as duas maiores guerras da história (1914-1918; 1939-1945). No total, mais de 70 milhões de pessoas morreram, ficaram feridas ou desapareceram). O século 20 foi o mais sangrento já registrado. [E as guerras continuam...]

3. O sinal da “fome” (Mt 24:7). Os últimos cem anos testemunharam quatro das maiores fomes de toda a história (Rússia 1921, 1933; China 1928-1930; Bangladesh 1943-1944. Estima-se que cerca de 20 milhões de pessoas morreram). [Leia mais aqui.]

4. O sinal da “pestilência” (Mt 24:7). O século passado testemunhou também uma das maiores pestilências de toda a sua história (“Gripe Espanhola” de 1918. Estima-se 21 milhões de vítimas). [Isso sem contar o iminente risco da superbactéria.]

5. O sinal dos “terremotos” (Mt 24:7). O último século ainda testemunhou dois dos maiores terremotos da história (China, 1920, 180 mil mortos; Japão, 1923. Total de feridos 1,5 milhão, dos quais 200 mil morreram). O terremoto no Japão foi descrito na ocasião como a “maior catástrofe desde o dilúvio”. [Faltou mencionar os terríveis terremotos do Haiti, no ano passado, e o quarto maior terremoto da história, ocorrido neste mês, no Japão, com intensidade máxima de 9 graus na escala Richter.]

6. O sinal dos “tempos difíceis” (2Tm 3:1-3). A despeito dos equipamentos mais engenhosos e caros para combater o crime, a violência, assassinato, roubo e estupro, estes estão aumentando em proporções alarmantes. Os governos podem restringir, mas não eliminar esses problemas.

7. O sinal do “temor” (Lc 21:25-26). Desde o advento da bomba nuclear, nosso sonho de paz e segurança se transformou em terrível pesadelo, quando o grande conhecimento que os seres humanos adquiriram deveria lhes garantir segurança. [O terrorismo crescente também gera medo.]

8. Sinal dos “Dias de Noé” (Mt 24:37-39). Nos dias de Noé, o avanço e grande conhecimento da civilização foram ofuscados pela violência desenfreada e pela escandalosa imoralidade. O mesmo ocorre hoje. [Mundo torto.]

9. O sinal do “evangelho” (Mt 24:14). Durante os últimos anos, por meio da página impressa, da internet, rádio e televisão, a pregação do evangelho em escala mundial se tornou uma possibilidade real. Um único homem pode atingir uma audiência de dezenas e mesmo centenas de milhões de pessoas! A Bíblia está traduzida em mais de 1.300 línguas e é distribuída a uma média de 100 milhões de cópias por ano.

10. O sinal “estas coisas” (Lc 21:28-32). Quando confrontadas com a impressiva relação de sinais, algumas pessoas argumentam: “Mas crimes, guerras, terremotos e pestilências sempre ocorreram. Não há nada de anormal nisso; portanto, como tratá-las como sinais? Além do mais, pessoas sinceras no passado esperaram a volta do Senhor em seus dias e foram desapontadas. Elas interpretaram mal os sinais. Não poderíamos estar cometendo o mesmo equívoco?” Aqueles que levantam essa objeção deixam de considerar uma diferença muitíssimo significativa entre a nossa geração e as gerações passadas: hoje, pela primeira vez, desde que Jesus ascendeu ao Céu, todos os principais sinais preditos para o tempo do fim estão sincronizados! Um ou mais desses sinais podem ter ocorrido nas gerações passadas, mas nunca todos eles ocorreram simultaneamente, como vemos hoje!

Conclusão

1. Jesus nunca nos pediu que crêssemos na proximidade de Sua vinda com base apenas em um sinal. Um floco de neve não provoca uma avalanche. Mas quando todos os sinais rapidamente se multiplicam, dando assim seu testemunho acumulado, se transformam em uma avalanche de irresistível poder. Portanto, inequivocamente esses sinais da vinda de Cristo não deixam margem para que pessoas inteligentes deixem de reconhecê-los. São tão claros como se Deus estivesse falando por intermédio dos trovões ou se estivesse escrevendo em letras gigantescas no céu!

2. Por que você imagina que Deus nos deu a oportunidade de ouvir essas maravilhosas boas-novas? Para que pudéssemos “discernir os sinais dos tempos” e estar prontos para receber Jesus com avidez e alegria.

3. Lucas 21:28: “Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai a vossa cabeça; porque a vossa redenção está próxima.”

Fonte: Criacionismo

Nota deste blog: Estou apresentando, esta semana, aulas sobre os terremotos e tsunami ocorridos no Japão, explicando para os alunos do colégio adventista que trabalho o por que ocorrem estes fenômenos (a partir da tectônica de placas), como tema e maior parte da explicação na aula, e apresentando isto posteriormente como exemplo dos sinais da breve volta de nosso Salvador, Jesus Cristo. Um gráfico oficial apresentado pelo Michelson Borges em seu blog está sendo bastante útil para eu mostrar aos alunos que a intensidade e magnitude dos terremotos vêm aumentando nos últimos dez anos, em relação aos últimos cem anos. Uma curva ascendente que evidencia, para quem crê na Bíblia, a iminência da segunda vinda de Jesus, para nos livrar do sofrimento e morte contidos neste mundo carcomido pelo pecado (sendo que aqueles são consequências deste). Isto, somado aos outros sinais, deveria fazer toda a humanidade refletir melhor na Palavra de Deus... E como o Michelson bem lembrou acima, citando Lucas 21:28, “Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai a vossa cabeça; porque a vossa redenção está próxima”. Breve Jesus Voltará! [ALM]


Para assistir, na TV Novo Tempo, o debate ao vivo anunciado acima, clique aqui.

domingo, 13 de março de 2011

Slides 2 ano - M15/M16 - Prof. Luiz Fernando

ATENÇÃO, galera do segundo ano, vamos fazer diferente. O professor Luiz Fernando me permitiu utilizar os slides dele. Como os slides dele ficaram bem mais ilustrados e completos, sugiro que usem para estudar pra nossa primeira prova o material linkado no blog dele (acesse-o, logo abaixo). Também porque, como o meu PC ainda é um "lentium 3", estou com problemas para postar o restante dos meus materiais (rs). Na nossa segunda prova estarei melhor preparado, com outro equipamento. A paz de Jesus!

Link para acessar os slides:
http://www.educacaoadventista.org.br/blog/lfwgeografia/index.php?op=post&idcategoria=7

Reflexão diária do aluno:
"O essencial na aprendizagem é a vontade de aprender." (F.W. Sanderson)

2 ano - Módulo 16 - ONU

Olá, alunos do segundo ano! Estes são os slides sobre a Organização das Nações Unidas (ONU), para auxiliarem nos estudos para nossa primeira prova de Geografia - primeiro bimestre/2011. Para ampliá-los, clique em "View Fullscreem", no menu, logo abaixo e à esquerda da apresentação acima. Lembrando que nossa primeira prova será dia 15/03 (Turma 122) e 18/03 (Turma 121). Dúvidas sobre este tema poderão ser sanadas por aqui, bastando apenas comentarem no campo específico logo abaixo. Desculpem não ter feito os slides da parte sobre globalização. A paz de Jesus e bom estudo!

Professor André Luiz Marques

PS.: Esclarecendo para o público em geral deste blog, esta é a primeira de uma sequência de postagens que farei dos materiais de apoio para os estudos dos alunos que ministro aulas de Geografia, no Colégio Adventista Centenário, em Curitiba. Vou usar provisoriamente este espaço, até me cadastrar no site da Educação Adventista e criar um blog específico. Fique à vontade para ver os outros materiais de cunho criacionista.

sábado, 5 de março de 2011

A Bíblia é a Palavra de Deus? (Parte 1/2)


Algumas das evidências da confiabilidade científica da Bíblia. Veja, a Bíblia não é um livro de ciências, mas quando cita algo científico, nunca erra.

Você poderia pensar: "Mas e passagens bíblicas como aquela de Josué 10:13, não são erros científicos da Bíblia?" Bom, aquele texto, então, está tão errado como quando cientistas dizem que o Sol se põe no horizonte, a Oeste, ou nasce a Leste, como já li em livros didáticos de Geografia conceituados. Ora, sabemos que o Sol não nasce e não se põe, é a Terra que gira entorno do próprio eixo, dando tal impressão. Isso é uma força de expressão sobre o que está sendo observado, para melhor compreensão. Da mesma forma, Josué não estava preocupado com o fato científico em si, mas em descrever poeticamente a ajuda de Deus para vencer a batalha. Questão de bom senso para compreender aquela e outras passagens. A Bíblia não diz nada sobre Geocentrismo e nem de Heliocentrismo. Lembrando que muitos cristãos do passado acreditavam no Geocentrismo por causa de influência da cultura pagã. A Bíblia não tem nada que ver com isso.

Parte 2, aqui.

André Luiz Marques

sexta-feira, 4 de março de 2011

Torre de Babel: mito ou verdade?

Um dos primeiros arranha-céus da história da humanidade é uma torre construída na Idade da Pedra Polida (9000 a.C. a 4500 a.C.), descoberta em 1952, em Jericó, na Palestina. Até janeiro deste ano era praticamente unanimidade no mundo arqueológico que aquela construção de 8,5 metros teria sido erguida para servir ao povo de proteção contra invasões e espaço de observação de astros e estrelas. Um artigo publicado pela dupla de pesquisadores Roy Liran e Ran Barkai, da Universidade de Tel Aviv, no mês passado, porém, acena para a possibilidade de que a edificação teria sido utilizada para prever catástrofes naturais – inundações, no caso – e abrigar os sacerdotes, na época os reis, contra elas. Essa nova luz lançada sobre a Torre de Jericó abriu uma discussão sobre a veracidade de uma passagem bíblica: a existência ou não da Torre de Babel. É consenso entre pesquisadores que a civilização começou na Mesopotâmia, hoje Iraque, na região conhecida como Crescente Fértil. Ali, teriam sido inventadas a roda, a escrita e a agricultura. Autor da teoria da revolução neolítica (a Idade da Pedra também é conhecida como Período Neolítico), o filólogo australiano especializado em arqueologia Vere Gordon Childe (1892-1957) afirma que essas transformações ocorreram por conta de profundas mudanças climáticas na Era Glacial que obrigaram o povo a migrar, vindo do Oriente, para aquela região entre os rios Tigre e Eufrates. Jericó seria uma espécie de neta da Mesopotâmia, para onde algumas pessoas migraram, fundando um dos assentamentos urbanos mais antigos da Terra fora do Crescente Fértil. Elas teriam chegado lá trazendo na memória um trauma de seus ascendentes, a catástrofe diluviana. [A teoria chega perto da realidade.]

Naquela época, seca, terremotos ou meteoros não amedrontavam a população, de acordo com o especialista em arqueologia pela Universidade Hebraica de Jerusalém Rodrigo Pereira da Silva. Uma grande inundação, um dilúvio, era a catástrofe que se temia. “Quando um povoado fundava novas civilizações, erguer uma torre era um procedimento-padrão. Além de funções religiosas, a construção servia para que se escapasse de novas inundações”, diz Silva. Atualmente, já foram encontradas 31 ruínas de torres na Mesopotâmia. A de Jericó é a única naquela cidade. E o muro em torno dela está estruturado como uma espécie de dique. “A fundação das cidades está diretamente ligada à construção de torres e ao medo de um dilúvio. Isso é claro na arqueologia”, reforça o especialista.

A literatura bíblica relata que um grupo de pessoas vindo do Oriente habitou um vale em Sinar, hoje Iraque, e ergueu uma torre. Está em Gênesis capítulo 11. Para punir a ousadia desses humanos que queriam tocar os céus, Deus fez com que eles falassem idiomas diferentes, tornando impossível a comunicação entre eles e os obrigando a migrar para outros lugares da Terra. Babel, em hebraico, significa confundir. A Torre de Babel, portanto, seria uma representação do episódio da confusão das línguas patrocinado por Deus. Um tablete de argila com escrita cuneiforme – um dos primeiros textos da humanidade, datado de 2500 a. C., encontrado no Iraque e traduzido em 1872 – traz um relato controvertido que parece ser um paralelo à história bíblica da Torre de Babel: “...seu coração se tornou mal... Babilônia submeteu os pequenos e os grandes. Ele (uma divindade) confundiu seus idiomas... o seu lugar forte, que por muitos dias eles edificaram, numa só noite ele trouxe abaixo.”

Outro texto cuneiforme, produzido em cerca de 2200 a.C. e publicado em 1968, faz menção de uma época em que havia “harmonia de idiomas em toda Suméria” e os cidadãos “adoravam ao deus Enlil numa só língua... o deus Enki, senhor da abundância... e o líder dos deuses... mudou a linguagem na sua boca e trouxe confusão a eles. Até então, a linguagem dos homens era apenas uma”. A Bíblia, portanto, seria um elo entre a história da Torre de Jericó e as construções anteriores na Mesopotâmia. “Há elementos históricos para supor que algum tipo de dilúvio de proporções catastróficas ocorreu de fato, assim como uma Torre Babel”, diz o arqueólogo Silva, que leciona no Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp). “A história da Bíblia tem plausividade arqueológica e histórica.”

Professor do Instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), André Chevitarese argumenta que a veracidade bíblica não se sustenta pela ciência, mas pela fé. Para ele, um especialista em história das religiões, o autor de Gênesis, diante da multiplicidade de línguas e com os olhos repletos de religiosidade, lançou mão de uma narrativa que passa pela realidade para entender o mundo que o cercava. “Não estou invalidando o discurso bíblico, mas prefiro seguir a linha de pensamento dos teólogos alemães da primeira metade do século XIX. Influenciados pelo racionalismo, eles acreditam que o dilúvio, a Torre de Babel, Caim e Abel, Adão e Eva são formas de exprimir um Deus agindo do ponto de vista literário.” [Chevitarese prefere ficar com a escola teológica alemã de dois séculos atrás a se render aos fatos da arqueologia.]

O novo propósito atribuído à construção da Torre de Jericó pela dupla Liran e Barkai, da Universidade de Tel-Aviv, publicado na conceituada revista inglesa de arqueologia Antiquity, aproxima o contexto cultural com a Torre de Babel bíblica e abre espaço, se não para a certeza, para a possibilidade histórica de uma passagem das Sagradas Escrituras.

Fonte: IstoÉ

Lido em: Criacionismo

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Explicando formação geológica pela ótica criacionista


Entrevista realizada pelo Pastor Fernando Iglesias ao geólogo Dr. Nahor Neves, explicando as evidências do criacionismo na geologia.

O contato plano-paralelo entre as "camadas" geológicas indica uma deposição rápida e sucessiva dos sedimentos que posteriormente se tornaram rochas, e não uma sedimentação ao longo de milhões de anos. Do contrário, deveriam haver sinais de erosão entre tais "camadas", por causa do intemperismo - o que não há.

Da mesma forma, os fósseis indicam ter havido um soterramento repentino dos animais e plantas correspondentes. Tudo isso nos remete para um cenário catastrófico, o qual é relatado no livro de Gênesis, capítulo 7 e parte do 8.

Veja também: A verdadeira idade da Terra

André Luiz Marques

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Professor de Geografia da Educação Adventista

Graças ao bom Deus, que está no controle de todas as coisas, depois de enviar meu curriculum para alguns dos colégios adventistas do Paraná, São Paulo e Santa Catarina, tive a felicidade de receber o retorno positivo do colégio de Ribeirão Preto, Itararé, São Caetano do Sul, Diadema e um de Curitiba. Por isso, estive ultimamente negociando com as respectivas coordenadoras desses colégios para fechar contrato com o que oferecia a proposta mais interessante.

Até o dia 18\01, estava decidido servir como professor de Geografia no Colégio Adventista de Ribeirão Preto (CARPRE), e estive lá do dia 17 até o dia 20 para participar de uma capacitação oferecida pelo colégio, como é de praxe em todos o colégios da Rede Adventista de Ensino. Gostei muito do colégio e das pessoas que conheci, dentre elas a coordenadora Míria, o Sr. diretor Eduardo e o Pr. Paulo Henrique. Todos foram muito gentis comigo e me senti "em casa". Parte da capacitação foi feita na cidade de São Carlos, próxima a Ribeirão. Estava tudo certo para fechar contrato com aquele colégio e já estava muito satisfeito com o chamado, obviamente.

Porém, como diz Robson Fonseca em sua música, "por maior que seja o seu sonho, o sonho de Deus é maior". Constatei isso por experiência própria nestes últimos dias. Dia 18\01 recebi uma ligação da diretora geral da Associação Sul Paranaense da Igreja Adventista do Sétimo Dia (sediada em Curitiba), Sra. Neide, que me fez uma proposta que se adequou mais ainda às minhas necessidades (maiores condições, apesar da outra proposta já ser excelente). Orei muito a Deus por essa oportunidade (assim como os meus familiares), pedindo a Ele que mostrasse outro candidato a professor de Geografia para me substituir lá no CARPRE, e Ele respondeu à nossa oração. Com esse conforto de não deixar o pessoal do CARPRE na mão, terminei o treinamento e viajei dia 20 de Ribeirão Preto, passando por São Carlos, Campinas, São Paulo e outras cidades, para Curitiba. Em Curitiba, passei por uma avaliação de aptidão profissional e fui aprovado, graças a Deus. Voltei para a casa de meus pais, em São João do Ivaí, onde passei o domingo e a segunda-feira, e hoje estou em Maringá novamente, lidando com a burocracia da colação de grau.

Com essa mudança de planos, tudo está certo para eu começar a lecionar Geografia no Colégio Adventista Centenário, do bairro Cajuru, em Curitiba. Dia 27\01 será minha colação de grau, em Maringá, e dia 29 à noite, se Deus quiser, viajo para a capital do meu Paraná querido, pois dia 31\01 começam as atividades por lá.

Sou muito grato a Deus pela grande oportunidade que me deu para servi-lO no Seu colégio, à Sra. Neide, por acreditar no meu potencial, ao coordenador e à diretora do colégio que vou trabalhar. Que o Mestre dos mestres abençoe a todos, em especial, aos alunos!

Já estou com muitos planos didáticos em mente para começar a trabalhar com os alunos. Espero que eles gostem e que eu os ajude a obter um pouco mais o conhecimento geográfico, assim como quero aprender com eles a cada dia. Até já estou pensando em montar outro blog sobre geografia na plataforma do site da Educação Adventista (em breve, não deixe de conferir, amigo[a] leitor[a]), a fim de interagir melhor com os já queridos alunos e público em geral.

Que Deus me abençoe nessa missão que julgo ser de muita responsabilidade e que ao mesmo tempo espero que seja prazerosa, pois eu amo a "arte de dar aulas", principalmente em condições tão agradáveis, começando por poder atuar em uma instituição de ensino compatível com meus princípios e esperanças. Que Deus abençoe a todos os outros professores da Educação Adventista de todo o mundo, assim como aos administradores e demais funcionários - zeladores, monitores e outros.

Quero agradecer aqui, do fundo do coração, à coordenadora Míria e ao diretor Eduardo pela grande oportunidade me concedida lá no CARPRE. Que Deus os abençoe na direção e coordenação lá nas novas (e belas) instalações próprias do colégio! Desejo sucesso para todos os envolvidos nessa missão de educar a partir dos princípios cristãos, formando cidadãos de bem que caminham para ser cidadãos do Céu. Agradeço ainda aos queridos irmãos e irmãs da Igreja Adventista da Vila 7 de Maringá, em especial, aos meus amigos Hugo Ícaro de Paula, Robson Pimentel, Dr. Rodrigo Meneghetti e Ornam Maia, por serem os grandes colaboradores na minha formação espiritual adventista. Por fim, mas com muito amor, aos meus pais, Sr. Carlito e Dna. Laudelina, por me ensinarem princípios de vida e fé em Deus (pelo exemplo). A todos, o meu muito obrigado!

André Luiz Marques

Ps: Nos próximos dias ficarei sem postar (ou o farei raramente) neste nosso blog por estar envolvido com a formatura, estabelecimento em Curitiba, elaboração dos planos de aulas, etc.; mas voltaremos firmes e fortes o mais rápido possível na leva da mensagem do Criador dos Céus e da Terra, o Senhor Jesus Cristo. Até lá!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Conclusão do curso de Geografia/UEM

Depois de muitas lutas, terminei ano passado (2010) meu curso de Licenciatura Plena em Geografia, com a graça de Deus. Por isso, louvado seja o Seu nome!

Dia 27 de janeiro de 2011 acontecerá nossa cerimônia de colação de grau, a partir das 18 horas, na Arena Coberta do Parque de Exposições de Maringá. Quem me conhece e quiser ir, será bem-vindo(a).

Tenho a felicidade de dizer que cursei um dos melhores cursos de Geografia do Brasil, pois o curso da Universidade Estadual de Maringá (UEM) é o segundo mais bem conceituado no estado do Paraná (atrás apenas do curso da UFPR) e é conceito 4 no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), numa escala de 0 a 5 (dados de 2008). A UEM foi classificada, pela terceira vez consecutiva, como a melhor universidade do Paraná.

Fazendo um balanço final dos 4 anos que me dediquei no curso, de modo geral, acredito que obtive bom rendimento, pois aprendi muito e vou usar isso na busca de minha profissionalidade, da qual fala Sacristán (1999). Como já escrevi em outro artigo, não acredito que notas possam refletir fielmente o real desempenho de um estudante, em muitos casos, mas dá uma boa noção. Por isso, apresento a seguir as notas médias finais, por disciplina, que obtive ao longo desses quatro anos (valor máximo: 10,0).

1º Ano
Introdução à Ciência Geográfica: 9,9
Introdução ao Geoprocessamento: 9,9
Metodologias Aplicadas aos Estudos Geográficos: 8,2
Geografia Econômica: 8,8
Hidrografia e Geografia Marinha: 8,5
Cartografia Geral: 6,6
Geologia Geral: 7,2
Elementos de Topografia: 8,0

2º Ano
Geografia Agrária: 9,5
Geografia Urbana: 8,5
Geografia da População: 8,1
Introdução ao Sensoriamento Remoto: 8,8
Biogeografia Geral: 9,8
Climatologia Geral: 7,8
Pedologia Geral: 9,1
Geografia Regional do Brasil: 8,2
Instrumentação de Recursos Didáticos: 8,5
Geografia do Paraná: 9,0

3º Ano
Geomorfologia Geral: 8,8
Cartografia Temática: 7,0
Sociologia e Sociedade no Brasil: 10,0
Psicologia da Educação: 9,2
Supervisão de estágio em Geografia I: 9,5
Geografia do Turismo: 8,0
Supervisão de Estágio em Geografia II: 8,6
Didática para o Ensino de Geografia: 9,1
Políticas Públicas e Gestão Educacional: 9,0
Estudos Curriculares Supervisionados em Ensino de Geografia I: 8,9

4º Ano
Estudos Curriculares Supervisionados em Ensino de Geografia II: 10,0
Fisiologia da Paisagem: 8,2
Geografia das Redes: 7,0
Geografia Física para o Ensino I: 9,5
Geografia Física para o Ensino II: 8,8
Geografia Humana para o Ensino I: 8,1
Geografia Humana para o Ensino II: 9,3
Geografia Política e Cultural: 8,1
Organização do Espaço Mundial: 7,5
Supervisão de Estágio em Geografia III: 8,6
Supervisão de Estágio em Geografia IV: 10,0
.
Minha nota média geral de todo o curso foi 8,7.

Agradeço a Deus pela oportunidade e força concedidas; aos meus pais (Sr. Carlito e Dna. Laudelina), pelo apoio emocional, financeiro, princípios de vida que me deram e conselhos valiosíssimos; a todos os meus professores que me ajudaram na conquista do conhecimento geográfico; aos meus colegas de classe, pelos inúmeros trabalhos que fizemos juntos e discussões dos conteúdos em classe, compartilhando dos mesmos desafios e conquistas; aos demais funcionários do Departamento de Geografia da UEM, pela colaboração; ao povo do Paraná, por financiar meus estudos (procurarei honrar o investimento com muito trabalho, ajudando a formar cidadãos de bem); aos meus irmãos Leandro, Carlito Jr. e Kaito, pela amizade; aos meus irmãos adventistas do sétimo dia - Vila 7, Maringá -, pelo apoio espiritual e amizade; a todos aqueles demais que colaboraram de alguma forma para que concluísse minha formação acadêmica. A todos, o meu muito obrigado!

André Luiz Marques

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

National Geographic e as controvérsias arqueológicas

A revista National Geographic deste mês apresenta o cenário belicoso que há entre duas correntes arqueológicas: os que procuram negar a historicidade dos relatos bíblicos e os que tentam confirmá-los. A reportagem de capa merece ser lida pela riqueza de detalhes com que trata o assunto e pelo relativo equilíbrio entre os "dois lados" da história. Isso deveria ser imitado pelas populares revistas brasileiras de divulgação científica que frequentemente pecam pela superficialidade e partidarismo.

O texto na Nation
al Geographic trata principalmente da descoberta feita em 2005 pela arqueóloga Eilat Mazar. Na época, ela anunciou que provavelmente havia descoberto o palácio do rei Davi. "Foi como se fizesse veemente defesa de uma proposição da velha escola de arqueologia que está sob ataque há mais de um quarto de século: a ideia de que a descrição bíblica do império fundado por Davi e levado adiante por seu filho Salomão é historicamente exata", diz a revista. "A contundente declaração de Eilat deu força àqueles cristãos e judeus do mundo todo para quem o Antigo Testamento pode e deve ser interpretado ao pé da letra." [Bem, a questão aqui não é de interpretação, como se verá mais adiante, mas de confirmação do pano de fundo histórico de um período descrito pela Bíblia.]

A crítica é mesmo antiga: arqueólogos minimalistas afirmavam que o império de Davi e Salomão jamais havia existido, pois aparentemente não há evidências de construções na região. Até que Eilat divulgou seu achado. A fim de desacreditar a descoberta, houve até ataques pessoais (ad hominem): críticos ressaltaram que as escavações da arqueóloga foram financiadas por duas organizações, a Fundação Cidade de Davi e o Centro Shalem, dedicadas a reivindicar direitos territoriais para Israel. "E zombam porque ela usa os métodos antiquados de antepassados arqueólogos, como os do avô, que não se constrangia em trabalhar com a pá numa mão e a Bíblia na outra", diz a matéria. Note que os ataques são dirigidos à fonte de financiamento da pesquisa e aos métodos da arqueóloga, e não necessariamente à descoberta dela.

A matéria prossegue: "A prática antes comum de usar o livro sagrado como guia arqueológico é contestada por ser um raciocínio circular, anticientífico - e quem mais se empenha contra ela é o questionador-mor da Universidade de Tel-Aviv, Israel Finkelstein, que dedicou a carreira a demolir estrondosamente hipóteses desse feitio. Ele e outros proponentes da ‘baixa cronologia' afirmam que o peso das evidências arqueológicas em Israel e seu entorno indica que as datas postuladas pelos estudiosos da Bíblia estão antecipadas em um século. As construções ‘salomônicas' escavadas por arqueólogos bíblicos ao longo de várias décadas recentes em Hazor, Gezer e Megiddo não foram erigidas no tempo de Davi e Salomão, argumenta ele; portanto, devem ter sido construídas por reis da dinastia Omride, no século 9 a.C., bem depois do reinado de Salomão."

Se acusam Eilat de ter interesses "escusos" e usar a Bíblia como documento histórico orientador de pesquisa, por que não lembram que Finkelstein é crítico ferrenho de tudo que "cheira a Bíblia"? É só notar a ferocidade da seguinte declaração dele: "É claro que não estamos olhando para o palácio de Davi! Tenha a santa paciência. Tudo bem, eu respeito seus [de Eilat] esforços. Gosto dela, é uma senhora simpática. Mas essa interpretação é, como direi?, um tanto ingênua."

Finkelstein deve estar ainda mais irado, pois agora, segundo a National Geographic, é a teoria dele que está no paredão. "Logo depois que Eilat declarou ter descoberto o palácio do rei Davi, dois outros arqueólogos revelaram achados notáveis. Trinta quilômetros a sudoeste de Jerusalém, no vale de Elah - justamente onde a Bíblia diz que o jovem pastor Davi matou Golias -, o professor Yosef Garfinkel, da Universidade Hebraica, afirma ter escavado o primeiro trecho de uma cidade judaica datada da época exata em que Davi reinou. Enquanto isso, 50 quilômetros ao sul do Mar Morto, na Jordânia, um professor da Universidade da Califórnia em San Diego, Thomas Levy, passou os últimos oito anos escavando uma grande mina e fundição de cobre em Khirbat en Nahas. Segundo Levy, um dos mais importantes períodos de produção de cobre nesse sítio foi no século 10 a.C. - época em que, segundo a narrativa bíblica, os edomitas, antagonistas de Davi, ocupavam a região (estudiosos como Finkelstein, todavia, garantem que o reino de Edom surgiu apenas dois séculos depois). A própria existência de uma mina e fundição de cobre dois séculos antes do período em que o grupo de Finkelstein aponta como o do surgimento dos edomitas indicaria que havia atividades complexas bem no tempo em que Davi e Salomão reinaram. ‘É possível que isso tenha pertencido a Davi e Salomão', analisa Levy sobre sua descoberta. ‘Porque a escala da produção de metal aqui é, de fato, a de um Estado ou reino antigo.'"

E as evidências? A revista informa que Levy e Garfinkel têm as pesquisas subvencionadas pela National Geographic Society e baseiam suas afirmações em uma profusão de dados científicos, entre eles fragmentos de cerâmica e datação por radiocarbono de caroços de azeitona e tâmara encontrados nos sítios. "Se as evidências de suas atuais escavações se sustentarem, a posição dos peritos de outrora que apontavam a Bíblia como um relato preciso da história de Davi e Salomão pode ser confirmada. Como diz Eilat Mazar com visível satisfação: ‘É o fim da escola de Finkelstein.'"

A reportagem apresenta outras evidências que corroboram as conclusões de Garfinkel - como centenas de ossos de boi, cabra, ovelha e peixe, mas nenhum osso de porco, o que sugere que judeus, e não filisteus, devem ter vivido ali. Tudo isso foi encontrado abaixo de uma camada do período helenístico. E tem mais: a equipe do arqueólogo topou também com um achado raríssimo, um caco de vasilha de cerâmica com inscrições que parecem ser em uma escrita protocananita contendo verbos característicos do hebraico. A conclusão parece óbvia: ali estava uma complexa sociedade judaica do século 10 a.C, do tipo que os defensores da baixa cronologia, como Finkelstein, afirmam que não existe.

Luiz Gustavo Assis é teólogo e trabalhou como auxiliar de pesquisa no Museu de Arqueologia Bíblica Paulo Bork, localizado no Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), campus Engenheiro Coelho. Para ele, Finkelstein não é o único com uma visão negativa a respeito da historicidade do relato bíblico. "Nos anos 1990, diversos teólogos e historiadores de universidades europeias publicaram obras extremamente belicosas contra a Bíblia Hebraica, como Thomas L. Thompson, Niels-Peter Lemche e Philip Davies. Esses são alguns dos nomes que compõem a Escola de Copenhagen, ou os chamados minimalistas, aqueles que desconsideram a Bíblia como um documento com informações históricas precisas", informa Luiz.

Segundo o teólogo, não é preciso ter motivação religiosa para questionar as abordagens e conclusões desses autores, muitas vezes baseadas no silêncio de fontes arqueológicas. Luiz cita o agnóstico William G. Dever, autor do livro What did the Biblical Writers Know & When did They Know It?. Dever ataca ferozmente o niilismo por detrás dessa postura displicente de se encarar a história de Israel. "Dever não é um anônimo ou um novato no assunto", diz Luiz. "Sua carreira como arqueólogo já passa dos 30 anos. Seu nome é tremendamente respeitado nos círculos acadêmicos quando o assunto é arqueologia siro-palestinense ou bíblica. Como um cético, ele não acredita em tudo o que o livro sagrado dos judeus diz, mas sua opinião é honesta: há informação histórica digna de crédito para se estabelecer uma parte da história de Israel."

Finkelstein e outros que afirmavam não existir evidência de atividade escribal em Canaã antes do século 9 a.C. teve novamente que engolir a língua com a descoberta de um caco de cerâmica com aproximadamente 15 cm. O ostracon contém uma inscrição que data do 11º século a.C. e foi descoberto no sítio arqueológico de Khirbet Qeyafa. "Não se trata de uma aglomerado de palavras desconexas", explica Luiz. "É um texto que faz menção de um juiz (shaphat), rei (melekh) e escravos (‘eved)." "Quando Frank Moore Cross - um dos principais especialistas em inscrições proto-cananitas de Harvard - examinou o ostracon e a inscrição, ele ficou duas noites sem dormir", disse Lawrence Stager, professor de Arqueologia Bíblica em Harvard.

Ainda segundo a reportagem da National Geographic, para os arqueólogos minimalistas, Davi e Salomão foram simplesmente personagens fictícios. No entanto, a credibilidade dessa posição foi solapada em 1993, quando uma equipe de escavação no sítio de Tel Dan, no norte de Israel, descobriu uma estela de basalto negro com a inscrição "Casa de Davi" (para maior compreensão do que significa a expressão "Casa de Davi", consulte a obra Escavando a Verdade, do Dr. Rodrigo Silva). Mas, como a Bíblia não pode ser usada como documento histórico, os minimalistas ainda afirmam que a existência de Salomão continua carente de comprovação.

O que Levy escavou em Khirbat en Nahas pode ainda dar muita dor de cabeça para Finkelstein e a escola da baixa cronologia. National Geographic compara: "As minas de cobre de Levy talvez não sejam tão sensacionais quanto o palácio do rei Davi ou o mirante com vista para a batalha entre Davi e Golias. Mas as escavações de Levy abrangem mais tempo e área que as de Eilat Mazar e Yosef Garfinkel, e fazem uso bem mais amplo da análise por radiocarbono para determinar a idade das camadas estatigráficas de seu sítio."

A revista expõe a virulência de Finkelstein, que zomba das descobertas de Garfinkel em Khirbet Qeiyafa: "‘Você nunca vai me pegar dizendo ‘achei um caroço de azeitona num estrato em Megiddo, e esse caroço - contrariando centenas de outras datações por carbono 14 - vai decidir o destino da civilização ocidental.' Ele para de falar de repente e solta uma risada sarcástica. E a ausência de ossos de porco, sugerindo que o sítio é judeu? ‘Um dado, mas não conclusivo.' E a inscrição rara encontrada no sítio? ‘Provavelmente da cidade filistina de Gath, não do reino de Judá.' [...] A hipótese de que uma sociedade complexa do século 10 a.C. possa ter existido nos dois lados do rio Jordão pôs na defensiva a posição de Israel Finkelstein sobre a era de Davi e Salomão. Seus muitos artigos de réplica e seu tom sarcástico refletem essa defensiva, e com argumentos que, não apenas para seus desafetos, muitas vezes parecem apelativos."

Rodrigo Pereira da Silva é professor de teologia no Unasp, doutor em Teologia, especialista em Arqueologia pela Universidade Hebraica de Jerusalém e doutorando em Arqueologia pela USP (além de autor do livro recomendado acima). Ele conhece pessoalmente grande parte dos nomes citados na matéria da National Geographic. Já conversou com Filkelstein, foi aluno de Garfinkel (na verdade, sua primeira experiência arqueológica foi sob seu comando, em Shaar ha Golan). Para Rodrigo, o mérito e o diferencial dessa reportagem consistiram em mostrar que, para os arqueólogos, o assunto da historicidade bíblica está dividido. Ele diz: "Antes os artigos deixavam o leitor com a impressão de que todos os arqueólogos sérios e profissionais questionavam a Bíblia e apenas os leigos ou pseudo-arqueólogos (como Erich von Däniken ou Werner Keller) endossavam o texto bíblico com suas pesquisas particulares que não receberiam a chancela de nenhuma universidade."

Segundo Rodrigo, essa situação de polêmica "felizmente fez surgir as figuras de Eilat Mazar e Garfinkel, que têm autoridade acadêmica para discordar de arqueólogos minimalistas como os que, via de regra, desfilam nas páginas de revistas populares como a National, a Superinteressante ou a Época".

Rodrigo faz ainda duas observações com respeito à reportagem:

1. Quando o texto diz: "Há um probleminha: os arqueólogos, depois de procurar exaustivamente por décadas, não encontraram nenhum indício confiável de que Davi ou Salomão tenham construído qualquer coisa", deixa os leitores leigos com uma impressão distorcida da pesquisa de campo em arqueologia. "Posso afirmar que 80% ou 90% da história antiga geral (i.e. não bíblica) não pôde ser ‘confirmada' por escavações arqueológicas. Terremotos, guerras, roubos, ações do tempo, construção de novas metrópoles, etc., puseram a termo ou sepultaram para sempre monumentos e artefatos da antiguidade. Isso não acontece só com a Bíblia, mas com a história em geral. Não há, por exemplo, nenhuma prova arqueológica segura da presença dos imensos exércitos de Alexandre, o Grande, na Índia; o que temos são relatos tardios, escritos 300 anos depois da morte dele (cf. As Vidas Paralelas de Plutarco), e cujos originais também se perderam (o que nos restam são cópias ainda mais tardias)."

Curiosamente, no entanto, poucos historiadores questionam a presença alexandrina desde a Macedônia até as terras indianas. "Ora, se o critério da dúvida, tão advogado em relação à Bíblia, fosse aplicado à história em geral, teríamos que duvidar quase da totalidade do que os livros didáticos nos apresentam. Mesmo na história mais recente, onde estão (arqueologicamente falando) as provas de que Colombo desembarcou nas Antilhas em 1492 ou de que a primeira missa no Brasil foi realizada em Porto Seguro, pouco tempo depois do descobrimento? A resposta é: não há nenhum indício confiável de qualquer desses eventos. Vamos duvidar deles também? Com exceção das pirâmides do Egito e de uns poucos fragmentos do mausoléu de Halicarnasso, onde estão as provas de que as sete maravilhas do mundo antigo de fato existiram?", questiona Rodrigo.

2. Para o professor do Unasp, o tom zombeteiro sobre arqueólogos como os falecidos Yadin, Albright e o renomado Benjamim Mazar (avô de Eilat), que escavavam, como diz o artigo, "com a pá numa mão e a Bíblia noutra", parece o argumento do espantalho, para usar um exemplo de falácia. "Em primeiro lugar", diz Rodrigo, "esses foram alguns dos mais respeitados e renomados arqueólogos de todos os tempos. Ademais, Albright vinha de uma escola humanista que não aceitava certos aspectos da teologia cristã; suas afirmações em relação à Bíblia, portanto, eram baseadas nos fatos e não em suas predisposições ou convicções pessoais." Rodrigo cita também H. Schelermann, que usou justamente um texto antigo (a Ilíada de Homero) como uma espécie de "mapa" para encontrar Troia. E ele a encontrou. "Não creio que a valorização do texto antigo (como é o caso da Bíblia) seja algo anticientífico ou ultrapassado. E não se trata, como diz o artigo, de ‘literalizar' cada frase da Bíblia Sagrada. Eu, pelo menos, não acredito na inerrância do texto bíblico, mas isso não nega que ele esteja descrevendo uma história real."

Luiz Gustavo Assis lembra que a arqueologia tem limites. Existe a confirmação histórica da existência de Davi, feita por Avraham Biran, em 1993, e agora a provável identificação do sítio arqueológico mencionado na famosa história da batalha de Davi contra o filisteu Golias. No entanto, nenhum desses achados prova que o gigante foi morto com uma pedra de funda! Provavelmente jamais seja encontrado documento com uma inscrição como essa. No entanto, a credibilidade histórica da Bíblia não está no vácuo. Existe um terreno sólido sobre o qual o leitor pode caminhar.

(Michelson Borges)

Fonte: Outra Leitura

Nota Outra Leitura: O arqueólogo Michael Hasel está trabalhando com Garfinkel. Clique aqui para ler o artigo que ele publicou sobre o assunto, neste ano, na Adventist Review. E este é o site oficial com a história da descoberta do ostracon: http://qeiyafa.huji.ac.il/ostracon.asp



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